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Gal Gadot confirmou em entrevista ao Collider que seu filme Cleópatra, com direção de Patty Jenkins, ainda está em desenvolvimento e que já tem “um roteiro incrível”.

Divulgado em outubro de 2020, o filme que narrará a história da famosa Rainha do Egito, repetirá a parceria entre Gal Gadot e Patty Jenkins. Com roteiro de Laeta Kalogridis, Cleópatra terá direção de Patty Jenkins e Gal Gadot como protagonista e co-produtora através da Pilot Wave Motion Pictures.

Durante uma recente entrevista com o Collider para promover o filme Alerta Vermelho, Gadot forneceu uma breve atualização sobre Cleópatra e revelou que o trabalho dos bastidores do filme ainda está em andamento. Gal confirmou que o roteiro agora está completo e que ela está ansiosa para levar a história para o cinema.

“Cleópatra definitivamente ainda está acontecendo. Temos um roteiro incrível e mal posso esperar para comemorar e levar sua história para a tela grande.”

Confira a entrevista completa abaixo:

Gal Gadot estampa mais uma capa de revista no mês de novembro, desta vez é a Glamour México e América Latina! Confira abaixo a entrevista com a atriz.

De Mulher-Maravilha à vilã mais ousada e destemida, Gal Gadot protagoniza um filme com Ryan Reynolds e The Rock,e também se torna a estrela da capa da Glamour em novembro de 2021.

Por Farah Slim

Em novembro de 2021 teremos uma grande atriz estrelando a capa da Glamour México e América Latina: Gal Gadot! Ela está de volta à tela grande (e de um de nossos serviços de streaming favoritos) em seu novo filme altamente esperado, Alerta Vermelho.
Revelamos tudo o que essa celebridade nos contou, em entrevista exclusiva, sobre seu mais recente projeto com a Netflix, as lições que aprendeu, suas dicas de beleza e muito mais!

O que Gal Gadot mais gostou nas filmagens de Alerta Vermelho?

Uau. Em primeiro lugar, gostei de trabalhar com Rawson Thurber, nosso diretor, e, claro, os maravilhosos Dwayne Johnson e Ryan Reynolds. Adorei o roteiro e a história. Foi divertido, foi divertido de fazer, mesmo com o obstáculo que enfrentamos, como a maior parte do mundo, chamado COVID. Tivemos que adiar as filmagens e filmamos novamente 8 meses depois. Mas, apesar de tudo, foi um projeto lindo.

As ótimas lições que você aprendeu trabalhando com Dwayne e Ryan.

Tive sorte porque me sinto muito confortável com eles. Ele havia trabalhado com os dois antes deste filme, os conheci antes e tive uma ótima química com eles. Nós realmente gostamos muito do nosso tempo e ambos são companheiros muito bons e muito generosos (no que diz respeito ao que eles te dão durante as tomadas e tudo mais).
Minha família e de Ryan compartilharam uma ‘bolha’ quando voltamos a filmar durante a pandemia de COVID. Estávamos todos basicamente isolados. Não podíamos ir a lugar nenhum, só podíamos ir para o set e voltar para casa, então nossas filhas estudaram juntas e foi uma experiência muito legal. Ter nossa pequena comunidade de pessoas muito doces foi muito divertido. Eu acho que faz uma grande diferença quando você trabalha com pessoas que você ama e eu tive muita sorte.

O mantra de sua vida para lidar com os dias ruins também é…

Não desistir e continuar perseguindo meus sonhos. Quando as pessoas veem o sucesso de outras pessoas, sempre me asseguro de lembrá-las de que dá muito trabalho, há muitas rejeições… Você tem que acreditar em si mesma e isso é algo que também procuro ensinar às minhas filhas, que para alcançar resultados, elas têm que trabalhar. Sempre há um amanhã e amanhã será um novo dia.

Você sabia que Gal passou por um treinamento muito especial para fazer esse filme?

Sabe que? Eu amo ter a oportunidade não só de atuar, mas de agir fisicamente e fazer posturas diferentes. Em Alerta Vermelho tínhamos que fazer uma dança, então fizemos uma cena de dança e eu amei isso.
Tínhamos ensaios e muitas coisas. Antes de mais nada, antes de filmar, treinei e me exercitei para estar apta para o papel. Então COVID apareceu e como todo mundo, eu estava cozinhando o dia todo, comendo, bebendo e fazendo todas as coisas divertidas que todos faziam e eu estava tipo, ‘Oh não! Estamos voltando às filmagens e tenho que estar pronta para a câmera.’ Especialmente porque havia uma cena de maiô com a qual eu tinha que me sentir confortável.
E foi então que voltei e treinei por vários meses, antes de voltar ao set. Quando estávamos filmando, eu malhava todas as manhãs antes de sair de casa para ir ao set. Então, os treinos faziam parte da minha rotina diária.

Suas dicas importantes para beleza e estilo.

Eu trabalho com uma especialista facial que é de Israel. O nome dela é Keren Bartov e ela realmente é a melhor amiga da minha pele. Ela me traz toda essa variedade de produtos diferentes e eu os uso de manhã e à noite.
No meu armário sempre tenho um vestidinho preto que acho atemporal e toda mulher deveria ter um vestido preto perfeito.

Gal Gadot é capa da Marie Claire no Brasil na edição de novembro! Em entrevista à revista, a atriz israelense fala sobre a gravidez na pandemia, a rotina como mãe de três filhas, carreira e outros detalhes que fazem dela verdadeira a Mulher-Maravilha.

Por Claudia Lima

Não é fácil encontrar a Mulher-Maravilha. E não por causa do avião invisível que ela usa para se locomover nos desenhos animados. Pegar Gal Gadot – a atriz israelense de 36 anos que desde 2016 dá vida à heroína mais famosa do multiverso – no laço para uma entrevista requer dedicação, além de uma generosa quantidade de e-mails e mensagens de WhatsApp trocados com os assessores, agentes e secretários pessoais da estrela, que negociaram cada minuto desta entrevista de capa.

Não é para menos. Um dos nomes mais requisitados de Hollywood, Gal alcançou, em 2020, o terceiro lugar na lista das atrizes mais bem pagas da indústria cinematográfica, atrás apenas de Sofia Vergara e Angelina Jolie. E, diferentemente da personagem de quadrinhos que catapultou sua carreira, gasta boa parte de seu tempo em boeings de verdade, quase sempre na longa rota de 15 horas que separa Los Angeles de Tel Aviv, onde mora oficialmente.

Sua agenda, que nunca foi fácil, está ainda mais complicada estes dias. É que em 12 de novembro ela estreia Alerta Vermelho, o longa-metragem do Netflix de orçamento mais alto até hoje – leia-se U$ 200 milhões –, em que dá vida a Bispo, uma ladra de obras de arte, a primeira vilã de sua carreira.

“Foi muito interessante viver uma personagem que não é pura nem vive pelo bem, como a Mulher Maravilha. Como toda atriz, gosto de explorar a mais variada gama de emoções possível”, explica.

Como já de praxe em sua carreira, desde que estreou em Velozes e Furiosos, em 2009, o filme é recheado de cenas de ação, com armas, lutas, helicópteros e perseguições, que a atriz executa tão bem.

Dirigido e escrito por Rawson Marshall Thurber, Alerta Vermelho conta a história de um agente da Interpol, papel de Dwayne Johnson, que vive à procura de dois dos ladrões de arte mais procurados do mundo, interpretados por Gal e Ryan Reynolds. “Bispo é atrevida, engraçada e nada correta. Bem diferente de tudo que havia interpretado até então”, conta a estrela. O coleguismo no set também colaborou para o fato de ela ter gostado tanto da experiência. “Tanto Rawson quanto Ryan já eram meus amigos, havíamos trabalhado juntos em Velozes e Furiosos. Os dois são supertalentosos, além de muito engraçados”, completa. Não precisa dizer que os atores formaram uma trinca de protagonistas perfeita no filme que mistura ação e comédia. Não tem como não botar também nessa conta os U$ 20 milhões que presume-se que cada um deles tenha ganhado.

Previstas para começar no início de 2020, as filmagens de Alerta Vermelho, como tudo, foram atropeladas pela pandemia de covid-19. A retomada só aconteceu em setembro de 2020 e trouxe alívio à vida da atriz. “Foi um período de tanta negatividade e incertezas que voltar a trabalhar dava a sensação de que a vida entraria nos eixos”, conta.

Nascida em Petah Tikva e criada em Rosh HaAyin, ambos distritos vizinhos e próximos a Tel Aviv, em Israel, Gal é filha de uma professora e um engenheiro. Tem um pouco de sangue polonês e austríaco, um pouco de alemão e tcheco. Sua ascendência é asquenaze [a maior comunidade judaica do mundo, de origem europeia]. Fala hebraico, inglês e é formada em biologia. “Minha irmã [mais nova] e eu tivemos uma educação maravilhosa. Apesar de protetores, nossos pais sempre nos permitiram ser livres e incentivaram que fôssemos independentes para traçar nossos caminhos”, conta.

Graças a esse suporte, Gal viveu muitos papéis na vida real. Foi babá e trabalhou em fast-food até se tornar, aos 18 anos, miss Israel. Outro detalhe curioso de seu currículo diz respeito aos dois anos em que integrou as Forças de Defesa de Israel, serviço militar obrigatório entre as mulheres de seu país. Por lá tornou-se instrutora de combate e adquiriu princípios que acabaram sendo determinantes nas personagens que viveu. E, não, não estamos falando (só) do fato de ela saber pegar em armas.

“Mais do que qualquer ensinamento ou habilidade física que eu tenha desenvolvido nos anos de exército, minha maior lição lá dentro foi a de entender a importância do coletivo, do trabalho em grupo. Isso é fundamental na vida de quem faz cinema”, afirma. “E não falo apenas sobre essa necessidade dentro do elenco. As pessoas que trabalham por trás das lentes, dos eletricistas aos maquiadores, sempre os primeiros a chegar e os últimos a sair, são essenciais no meu trabalho. É preciso ser sempre atencioso com elas, só assim somos capazes de atuar de forma eficiente”, completa.

FAMÍLIA EM PRIMEIRO LUGAR

O final de 2020, ano em que o mundo vivia um período de medo, isolamento social e lockdown, marcou a vida da estrela por um motivo extra. Gal e seu marido, o empresário Jaron Varsano, com quem é casada desde 2008, se viram grávidos do terceiro bebê da família – Daniella hoje tem cinco meses, Alma, 10 anos, e Maya, 4. “Esses tempos foram muito desafiadores e trouxeram diferentes realidades que tivemos que enfrentar. Mas, ao mesmo tempo, acabaram me energizando e me deixando mais forte para aceitar os desafios”, diz.

A amamentação faz parte dessa lista. Sua foto com a bomba de tirar leite enquanto se maquiava no set, que ganhou quase 2,5 milhões de curtidas em seu perfil no Instagram, representa bem o momento. “Tenho a sorte de que, para cada projeto longo que eu faça – e eles normalmente são assim –, levo todos comigo. Costumo dizer que somos como uma família de circo, que sempre viaja junto.” Aos olhos da atriz, a ajuda de sua própria família e a do marido são essenciais para seu sucesso profissional. “Como disse, acredito no poder do coletivo, em qualquer instância e em qualquer núcleo. Não é simples atuar e fazer uma cena de humor quando um filho seu ficou doente ou você não dormiu quase nada na noite anterior”, diz. Quando vê a luz vermelha da câmera acesa, no entanto, ela se transporta. “Tento me concentrar apenas naquilo, e deixo para descansar depois”, conta. Ajuda bastante o fato de Jaron e ela compartilharem o propósito de oferecer uma vida saudável às meninas. “É exaustivo para todos nós, vivemos equilibrando pratinhos”, afirma.

Longe das viagens e dos sets, a atriz faz tudo para sua vida ser a mais corriqueira possível e defende a rotina como método educacional. “Quando estou em casa, tento fazer as mesmas coisas sempre. Acordo cedo, arrumo as lancheiras das meninas e as preparo para a escola. Daí, geralmente vou malhar e ficar com minha bebê. Depois, faço ligações e reuniões. Pelo menos agora, como tudo acabou em Zoom, ficou mais fácil”, diz. E o turno tem hora para acabar. “Tento sempre terminar o meu dia cedo, para poder buscar as crianças na escola”, afirma. Gal conta ainda que, na vida real, adora os papéis de cozinheira e dona de casa. “Amo fazer da minha casa um lar e passar meu tempo assim.” No fim do dia, depois de colocar as filhas para dormir, ela volta a ler scripts e resolver assuntos de trabalho. Até o dia seguinte, lhe restam cinco horas de sono, se tanto. “Quando consigo dormir tanto tempo, já me dou por feliz.”

MULHERES EXTRAORDINÁRIAS

Além da consolidada carreira de atriz, a israelense também comanda, desde 2019, a Pilot Wave Motion Picture, produtora que abriu com o marido. Foi nela que realizou um dos projetos mais significativos de sua carreira, o documentário Impacto. Lançado em maio deste ano pela National Geographic, a série de seis episódios, produzida parcialmente durante a pandemia, conta histórias de mulheres que vivem em áreas marcadas por violência, pobreza, opressão e desastres naturais ao redor do mundo, e que estão impactando positivamente suas comunidades. “Num período de tanta negatividade, trazer alguma luz e inspirar os outros a talvez agir e fazer coisas boas foi extremamente gratificante”, diz. “Tirei os holofotes de mim e os coloquei sobre mulheres extraordinárias, de origens difíceis e que lidam com os desafios da vida de forma heroica. Todas donas de uma determinação inabalável e compromissadas em melhorar a vida das pessoas ao seu redor”, explica. Uma das histórias documentadas se passa no Brasil e conta a trajetória da dançarina de balé Tuany, de 23 anos, que montou uma companhia de dança para meninas no meio de uma das favelas mais perigosas do Rio de Janeiro, no Morro do Adeus, parte do Complexo do Alemão. Os outros episódios se passam em Porto Rico, em Michigan, na Califórnia, na Louisiana e no Tennessee.

Além de produtora executiva, Gal estreia agora na carreira de escritora. É dela o argumento de seu próximo filme, que terá direção de Patty Jenkins, a mesma de Mulher-Maravilha. Dessa vez, a ação, gênero que a consagrou, dá espaço ao drama – a atriz viverá a instigante Cleópatra. “Sempre fui fascinada pela história do Egito, um lugar progressista tanto na medicina quanto na matemática. Evidentemente, a figura de Cleópatra, central na história dessa civilização, sempre me atraiu muito”, conta. Quem espera mais do mesmo vai se surpreender. “Essa personagem sempre foi retratada sob o ponto de vista dos romanos, que não gostavam dela. Vamos celebrá-la de uma maneira muito especial. Acho que teremos algo épico”, completa.

Do outro lado da linha, escuto que meu tempo com Gal, infelizmente, havia terminado. Ainda queria saber de seus medos, suas impressões do Brasil e se algum dia imaginava ir tão longe. Prestativa e simpática, a atriz tenta responder às minhas perguntas com frases rápidas e objetivas. Nesse dia, ainda tem um compromisso com a imprensa e, na sequência, precisa colocar as filhas para dormir. Ficamos assim com o possível – e seguimos ambas equilibrando pratinhos e tentando abraçar o mundo. Cada uma a seu modo.

Gal Gadot estampa a capa da revista Elle Magazine na edição de novembro que celebra as mulheres mais resistentes de Hollywood em 2021. Leia a matéria traduzida abaixo!

Ela é mais conhecida por interpretar uma heroína que pode se teletransportar e voar. Mas o maior superpoder da estrela é sua disposição para se levantar – por si mesma e pelos outros.

Por Véronique Hyland

Gal Gadot insiste que não gosta de conflitos. Odeia, na verdade. Embora ela já tivesse fantasias de se tornar um “tipo totalmente desenvolvido de Ally McBeal”, ela deixou a faculdade de direito depois de apenas um ano. “O pensamento agora de eu ser uma advogada”, disse ela, com a cabeça cheia de visões de monólogos de tribunal e ternos de minissaia, “lidando com conflitos o tempo todo, não é para mim”.

É difícil conciliar isso com sua imagem como heroína de ação de Hollywood. Seja ela laçando bandidos como a Mulher-Maravilha ou, em seu novo filme Alerta Vermelho, empunhando um dispositivo de eletrocussão tão casualmente quanto uma mini bolsa Jacquemus, ela não parece exatamente temer contratempos na tela. (Em termos de acrobacias, ela disse: “Eu faço tudo o que o seguro me permite fazer.”) Mas fora da tela, Gadot aparece como quase sobrenaturalmente discreta, imitando sua observação de olhos arregalados em seus primeiros dias de atuação: “’E você é pago por isso? Ooh, estou dentro. Me inscreva.’”

Se tudo fosse tão fácil. Depois de ser escalada para Velozes e Furiosos de 2009, ela continuou fazendo testes até “me cansar de tentar”, disse ela. Quando ela quase desistiu, ela conseguiu o papel de Mulher-Maravilha. Quando criança em Israel, Gadot era muito jovem para assistir à versão de Lynda Carter para a TV; ela descreve sua juventude como “[não] uma grande fã de quadrinhos”. Mas ela sabia que um filme de super-heroína encabeçado por uma mulher seria um divisor de águas. Um blockbuster centrado na personagem estava “atrasado”, disse ela. “As pessoas ansiavam pela história dela.” Para o primeiro filme, seu salário era de meros (para os padrões de Hollywood) 300.000 dólares. Na época, “Fiquei extremamente grata. Essa foi a minha grande chance.” Em seguida, o filme arrecadou mais de 800 milhões de dólares. Quando a sequência, Mulher-Maravilha 1984, apareceu, “se você olhar para isso como um jogo de cartas, minha mão melhorou. Eu estava disposto a deixar a bola cair e não fazer isso se não fosse pago de forma justa.” Ela ganhou 30 vezes mais esse salário para o acompanhamento. Dada sua aversão ao conflito, ela estava com medo de jogar duro? “Não, porque quando sou justa, também estou certa.”

Outro exemplo de sua retidão e justiça: falar sobre os maus-tratos de Joss Whedon no set de Liga da Justiça. (Uma história do The Hollywood Reporter alegou que Whedon abusou verbalmente de Gadot quando ela compartilhou preocupações sobre sua personagem e diálogos. Whedon se recusou a comentar sobre a história. Embora suas observações no set não tenham sido tornadas públicas, Gadot disse na TV israelense em maio que Whedon “meio que ameaçou minha carreira e disse que se eu fizesse algo, ele tornaria minha carreira miserável”.) Questionada sobre sua reação inicial a esses comentários, ela disse: “Oh, eu estava sacudindo árvores assim que isso aconteceu. E devo dizer que os chefes da Warner Bros., eles cuidaram disso… Voltando ao senso de justiça que eu tenho… você fica tonto porque não consegue acreditar que isso foi dito a você. E se ele disse isso para mim, então obviamente ele diz para muitas outras pessoas. Eu apenas fiz o que senti que tinha que fazer. E era para dizer às pessoas que não está tudo bem.”

“Eu teria feito a mesma coisa, eu acho, se eu fosse um homem. Ele me contaria o que me disse se eu fosse um homem? Eu não sei. Nunca saberemos. Mas meu senso de justiça é muito forte. Fiquei chocada com a maneira como ele falou comigo. Mas tanto faz, está feito. Água de baixo da ponte.” Sua amiga e co-estrela em Mulher-Maravilha 1984, Kristen Wiig, observa que Gadot não tem medo de se defender. “Quando ela precisa usar aquele chapéu, ela é muito clara sobre o que é certo. As pessoas que pensam que ela é apenas um rosto bonito estão totalmente erradas.”

Em Alerta Vermelho, ela faz uma pausa no modelo da heroína para interpretar um ladra de artes que “não é boazinha. Sua agenda não é pura como alguns outros personagens que eu interpreto.” O papel exigia que ela enfrentasse Dwayne “The Rock” Johnson. (“Ele é uma rocha gigantesca com o coração mais suave e doce”, ela murmura. “É como manteiga por dentro.”) Seu costar Ryan Reynolds confirma: “Ela pode enfrentar praticamente qualquer pessoa, até mesmo uma montanha coberta de pele como Dwayne Johnson.” O papel também proporciona a ela alguns momentos cômicos. “Gal é incrivelmente adepta da comédia”, disse Reynolds. “Ela pode crescer quando precisa; ela pode puxar quando ela precisa.” Ela também está alongando seus músculos do drama de época com a mais recente adaptação de Kenneth Branagh para Agatha Christie, Morte no Nilo. (Curiosidade divertida de Gal Gadot: ela é uma grande fã de Christie.)

Agora que ela laçou Hollywood, Gadot está focada em seus projetos de paixão. Por meio de sua produtora, Pilot Wave (que ela fundou com seu marido, Jaron Varsano), ela está desenvolvendo um filme de Cleópatra. A famosa governante foi um “ícone” para ela quando ela era criança, crescendo no Oriente Médio. Embora dificilmente seja a primeira tentativa de Hollywood de retratar Cleópatra, “sua história precisa ser contada de uma maneira diferente, da maneira real, onde celebre quem ela era.” Ela também está produzindo e estrelando uma série limitada de Hedy Lamarr para a AppleTV + que explorará o papel menos conhecido da estrela da antiga Hollywood como inventora. Em uma época em que “as mulheres não tinham permissão para usar calças… ela não só usava calças, mas inventava coisas.” Linda, brilhante, subestimada por sua própria conta e risco? Parece a verdadeira heroína de Gal Gadot.

 

Confira o ensaio fotográfico para a edição da revista pelas lentes de Greg Williams:

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Gal Gadot conversou com a revista Shape sobre sua dieta e rotina de exercícios e o que a faz se enxergar e se sentir melhor. Confira abaixo!

A estrela da franquia Mulher-Maravilha prioriza rituais que a fazem se enxergar e se sentir melhor.

Por Kate Sandoval Box

Entre estrelar filmes de super-heróis, dirigir uma produtora e passar um tempo com sua família, Gal Gadot tem muito o que fazer. E, no entanto, ela sempre coloca seus rituais de autocuidado no topo de sua lista de afazeres. “O bem-estar é uma parte essencial da minha vida porque quanto melhor me sinto, melhor aparento e melhor fico”, disse ela à Shape. Elementos de sua rotina evoluíram com o tempo, mas alguns componentes permaneceram essenciais.

Meditação + Sono

“É engraçado como as pessoas que realmente poderiam se beneficiar com a meditação geralmente são aquelas que não encontram tempo para fazê-la”, disse Gadot, que diz ter se relacionado até descobrir o aplicativo Headspace. “É rápido, fácil de usar e realmente me ajuda a me sentir presente”, diz a estrela de Mulher-Maravilha. “Isso e ter um sono de qualidade suficiente são as chaves para mim.”

Hidratação

“Eu acordo e bebo água como um camelo”, disse Gadot, que contou que se certifica de beber mais água ao longo do dia, especialmente durante o treino e antes de ir para a cama. “Eu tenho uma garrafa cheia e gelada de Smartwater+ Clarity antes do café ou qualquer outra coisa. Acho crocante, refrescante, deliciosa – eu desejo isso. Minha família e eu provamos todos os sabores Smartwater+ mais recentes e Clarity é o nosso favorito. Estamos bebendo muito mais água do que de outra forma.”

Ginástica

“Eu gosto de fazer treinamentos com intervalos e estou super grata por poder fazer esses treinos na minha academia em casa. Tento fazer todos os dias, mas às vezes é mais como três a quatro vezes por semana. Tem sido um um pouco desafiador conseguir passar o tempo com a família em casa.”

Alimentos ricos em nutrientes

Para Gadot, assim como seguir uma rotina de exercícios é importante, comer alimentos saudáveis também é. “Jamais esquecerei o que um preparador físico explicou: mesmo que você treine duas horas por dia, ainda há muitas horas para comer. Portanto, os alimentos que você escolhe são importantes”, disse ela. “Adoro a dieta mediterrânea. Adoro cozinhá-la e também gosto de comê-la.”

Mais do que isso, ela descobre que se sente e fica melhor quando a faz: “Não sou uma santa. Como cheeseburgers e coisas assim. Mas na maioria das vezes, me mantenho saudável. E quando faço isso, eu sou mais vital.”

Durante a conferência de imprensa de Impact, série documental da National Geographic, Gal Gadot conversou com a mídia israelense onde falou sobre Mulher-Maravilha 1984, que finalmente está sendo exibido no país após a reabertura dos cinemas.

Durante a entrevista com Amit Slonim do Walla! Cultura, Gal conheceu uma fã mirim, Neil Slonim, filha do entrevistador que estava comemorando seu aniversário de 5 anos. Confira abaixo o relato desse encontro super fofo!

Por Neil Slonim e Amit Slonim

Há três semanas foi publicado na Walla! Cultura uma entrevista abrangente com Gal Gadot. Hoje, por ocasião da volta do cinema às nossas vidas depois de mais de um ano, nos lembramos de uma entrevista completamente diferente que fizemos com a estrela de Hollywood, que se concentrou principalmente no encontro de Neil Slonim, de 5 anos, com ela, sua super-heroína adorada.

Lembrei-me do caderno de autógrafos órfão recentemente, pouco antes do quinto aniversário de Neil, minha filha mais velha. Com seu jeito inocente e doce, Neil pediu para convidar Gal Gadot para sua festa. Não a Mulher-Maravilha, não a Princesa Diana – mas Gal Gadot. Foi apenas uma progressão natural de pura admiração infantil. Assim como aquele que me fez vestir como Michael Jackson na idade dela. Ingenuidade em um nível quase criminal.

Tudo começou quando ela pediu uma boneca de Gal Gadot, continuou quando ela pediu para se vestir de Purim (Purim é a festa judaica que celebra a salvação dos judeus do extermínio na Pérsia antiga) para Gal Gadot, e eu pensei que tinha acabado quando ela pediu para passear pelas ruas do bairro residencial de Gal Gadot, que está convenientemente localizado a curta distância de nossa casa. Mas então, pouco antes dos cinco anos de idade, a garota criativa e cheia de fantasia teve que entender a diferença entre o mundo da verdade e o mundo dos sonhos. Gal Gadot não viria no seu aniversário, tivemos que dizer a ela. Nem todos os nossos desejos se realizam. Foi de partir o coração. Foi um momento de Papai Noel não existe, em uma versão hebraica moderna.

Certa vez, o ator Steve Bushmy foi questionado sobre o que Deus é para ele. “Deus? Bem, reconheça que você quer algo de todo o coração, e então feche os olhos com força e ore para que aconteça? Deus é quem ignora tudo.” Gal Gadot, ao que parece, é incapaz de ignorar as orações das meninas. Em algum lugar de Gal Gadot, um sino toca e avisa sempre que seu fã está com o coração partido.

O destino quis e, na véspera do aniversário da minha primogênita, eu tinha uma entrevista marcada com Gal Gadot. Antecedentes: Divulgação da série documental Impact, produzida por Gadot em conjunto com o marido Jaron Varsano para a rede National Geographic. A série consiste em vários episódios curtos, de cerca de 12 minutos cada, que são distribuídos gratuitamente em seu canal no YouTube. No centro da série: mulheres fortes e inspiradoras. Às vezes meninas jovens também, mas sempre mulheres. Comum, anônimas, das regiões menos chamativas do mundo.

É diferente de tudo que Gal Gadot já fez antes em sua carreira. Eu a lembrei que ela já havia definido o primeiro filme da Mulher-Maravilha com a palavra “amor” e o segundo filme com a palavra “verdade”. Eu perguntei a ela com que palavra ela definiria Impact. Ela escolheu a palavra “bondade”. Bondade. É difícil pensar em uma palavra melhor para o programa, para as mulheres que participam dele e, sim, para a mulher por trás dele também.

Em um mundo onde a palavra “influenciador” geralmente descreve uma pessoa com muitos seguidores nas redes sociais, o verdadeiro significado de “influenciador” mudou. O “Impacto” de Gal Gadot diz que não é o seu dinheiro e certamente não é o seu número de seguidores, é o que você escolhe fazer com a sua influência. Não é por acaso que o mundo inteiro olhou para os pilares sociais de Gadot durante os combates em Gaza. As pessoas queriam ouvir o que ela tinha a dizer. Deu uma mensagem de fraternidade, paz e oração para acabar com a violência. Muitos estavam com raiva dela, de ambos os lados. O extremismo tomou conta do discurso. Mensagens de reconciliação são vistas como traição. É assim que é.

Pergunto quem é a mulher que mais a influenciou na vida e ela esclarece que não tem ninguém. “Tenho minha mãe que foi um grande exemplo e modelo. Ela foi e ainda é uma professora, e criou a mim e minha irmã Dana para nos amarmos, termos confiança e confiarmos em nós mesmos. Ela nos inspirou um grande senso de habilidade. E tinha minha avó, sua mãe, que sempre foi a cabeça da tribo feminina e a dona de casa que cuida de tudo. E há muitas outras mulheres – Angela Merkel, Madonna, que eu cresci e admirei na minha loucura. Maya Angelo. Há um milhão de versões de mulheres que me influenciaram.”

Enquanto Neil a encara com admiração na tela, pergunto se ela entende que está se tornando parte dessa cadeia de mulheres poderosas. Em uma escala que vai de Maya Angelo a Madonna, Gal Gadot e certamente a filha de sua personagem cinematográfica já tem um lugar de honra. “Nunca penso nisso. Não é algo que me preocupa”, diz Gadot com um sorriso tímido no rosto. Isso não é falsa modéstia. Assim como ela é natural e agradável no encontro com os fãs, também se fica tímida ao tentar juntá-la com sua peça dentro do grande quebra-cabeça. “Eu não estou lá. Eu realmente tento me concentrar apenas em fazer e nessas coisas e menos em todos os títulos e artigos.”

A entrevista foi realizada na véspera do aniversário de Neil. Não sabia exatamente como seria conduzida, então preparei da forma mais honesta que pude: “Papai vai falar com Gal Gadot hoje, você pode se juntar a ele, mas sem interrupções.” Em um instante, em uma cena que parecia tirada de um gibi, Neil correu para o quarto dela e o deixou depois de um minuto como Mulher-Maravilha. Isso incluía tudo. Uniforme, botas, um cinto dourado, protetores de mão em prata, uma tiara e claro o verdadeiro laço. Em uma das mãos ela segurava uma boneca da Mulher-Maravilha, na outra segurava seu abajur, com o famoso logotipo da franquia. “Estou pronta”, disse ela, “prometa não interferir.”

Nossa conversa foi ampliada, quando eu era o último da fila depois de muitos jornalistas de todo o mundo, e também de Israel. Imagine quanta paciência uma pessoa precisa para sentar e responder a uma infinidade de perguntas essencialmente idênticas, sabendo que suas palavras perdem o significado assim que saem de sua boca. Com que facilidade alguém pode distorcer suas palavras, tirá-las do contexto. Seria muito fácil machucá-la. Para classificações, tráfego, poder momentâneo sem sentido. O quão alerta uma pessoa precisa estar para lidar com isso. Quanta energia o sorriso educado exige dela, mesmo para o 84º estranho naquele dia tentando provocá-la com alguma pergunta única.

Felizmente, Gal Gadot é feita de outros materiais. Seu charme pessoal é real e inimitável. É uma pena que seu charme não possa ser sintetizado e espalhado de aviões pelo Oriente Médio. Talvez tivesse resolvido todos os nossos problemas. Se fôssemos todos um pouco menos humanos e um pouco mais cheios de Gal, este mundo poderia ter sido um lugar muito melhor para se viver. Você acha que estou exagerando e pareço um fã extremo? Provavelmente isso é verdade, mas é porque ainda não contei o que aconteceu na entrevista.

Gal Gadot, facilmente no top 5 das pessoas menos feias que me disseram: “Oi Amit” na vida, ela me disse “Oi Amit”. Comecei a fazer uma pergunta boba sobre como era ser a “filha de Dudu Topaz” na série Dolls, mas antes mesmo que eu pudesse terminar a pergunta, uma das grandes estrelas de Hollywood notou a pequena Mulher-Maravilha sentada ao meu lado.

“Que querida”, disse a estrela, virando-se para a aniversariante, “qual é o seu nome?”. Neil, que prometeu não incomodar, olhou em choque para a mulher que ela mais admira no mundo e sussurrou em voz baixa: “Neil.” Esta será a última sílaba que ela conseguirá pronunciar naquele dia. “Neil? Que nome lindo!”, a Mulher-Maravilha sorriu para ela, sem uma gota de condescendência.

Uma das mulheres mais famosas e reverenciadas do mundo ficou conversando por um minuto e meio com uma menina de 5 anos que a adora. Dizer que ela era “cordial e charmosa” seria um eufemismo. Ela reconheceu na garota a timidez natural que sentimos quando conhecemos grandes pessoas da vida, e a dispensou com uma humanidade calorosa e tão evidente.

Foi uma peça para ela, mas não no sentido teatral da palavra, mas no sentido mais puro e infantil. Não houve falsificação no vínculo imediato formado entre a menina e a estrela. Neil mostrou a ela os brinquedos da Mulher-Maravilha, o figurino e até como ela sabe fazer os movimentos icônicos do cinema. Gal respondeu com entusiasmo. Ela sabe que há outro bilhão de garotas no mundo que a adoram, mas agora toda a sua atenção está voltada para uma delas.

Na tentativa de manter o mínimo de profissionalismo, perguntei como ela havia entrado nas áreas de produção e se pretendia continuar nessa direção. “É algo que me atrai nada menos do que um jogo”, explica ela, “é algo que me dá a capacidade de escolher a história que quero contar. Isso me dá a capacidade de me envolver. É exatamente a saída que me dá a oportunidade de fazer várias coisas e é muito divertido. É muito divertido. É muito diferente de um jogo. É um lugar onde estou ainda mais animada e me sinto como uma menina, como Neil.”

Neil, surpresa ao ouvir o nome dela saindo da boca de uma super-heroína, levanta a cabeça com entusiasmo. Em retrospecto, descobri que o que a surpreendeu naquele momento foi descobrir que falava hebraico. “É outro poder que ela tem”, ela me explicará mais tarde esta noite, “ela pode falar todas as línguas.” Não me atrevi a consertar.

Lembro a Gadot que, no final das contas, as meninas não admiram os produtores – elas admiram as atrizes. “É verdade, mas o problema da produção é que ela lhe dá a chance de contar coisas que são importantes para você e que lhe interessam.” Ela explica: “Muitas das mulheres que estavam na frente da câmera agora estão se movendo atrás da câmera e produzindo séries e filmes.”

A entrevista ocorreu no mesmo dia em que outro artigo foi publicado sobre o suposto abuso da atriz pelo produtor Joss Whedon. Estou tentando entender se o movimento MeToo, que começou como resultado dos ataques sistemáticos do superprodutor Harvey Weinstein, tem algo a ver com a era de ouro da produção feminina.

“Com certeza acontece muito mais hoje do que quando comecei a atuar”, diz Gadot, acrescentando diplomaticamente que, como ela nunca foi um homem em papéis de produção, ela não sabe se é ainda mais difícil para uma mulher em uma posição sênior em Hollywood. “Eu só sei disso de uma perspectiva feminina, mas é uma mudança positiva, o fato de que existe e se tornou uma coisa tão comum.”

Meu tempo com Gadot está se esgotando rápido, isso pode estar relacionado ao fato de que um terço da entrevista foi dedicado à aniversariante que perdeu a capacidade de falar de qualquer maneira. Já entrevistei dezenas de pessoas mais ou menos importantes na vida, vivo disso. Foi a entrevista mais curta que já fiz, mas também a mais emocionante e humana. Foi impossível tirar o sorriso do rosto de Neil por semanas. Ela ainda conta às pessoas como ela conversou com Gal Gadot em seu aniversário, e que ela a chamou de querida e disse que ela tinha um nome lindo. “Sério mesmo”, ela sempre enfatiza, tentando deixar claro que não foi um sonho ou uma fantasia.

O cinema está de volta hoje, após um período louco de Coronavírus e guerra e uma bagunça política que continua a trazer desgraça para este belo país. Depois de mil vezes vimos Mulher-Maravilha 1984 em casa, podemos finalmente vê-lo na tela grande. Talvez seja a beleza da qual tanto sentimos falta no último ano e meio para nos equilibrarmos e lembrar que nem tudo é tão terrível. Talvez tenha sido apenas um sonho ruim, afinal.

Mulher-Maravilha 1984 finalmente estreou nos cinemas de Israel no início do mês de maio e, para divulgação do filme, Gal Gadot concedeu algumas entrevistas para a mídia local. A atriz conversou com a Walla onde contou como a super-heroína também salvou sua carreira hollywoodiana, falou sobre as rejeições, contou sobre a saudade constante por Israel e, apesar das críticas, não se arrepende de sua versão da música Imagem.

Gal Gadot é atualmente um dos nomes mais quentes de Hollywood, e você não precisa ser um grande patriota para saber disso. Não passa um mês sem falar sobre seus novos projetos: recentemente, por exemplo, uma série documental chamada Impact apareceu em sua produção (logo mais também em Israel), e imediatamente depois foi feito um anúncio sobre um filme de ficção científica estrelado e produzido por ela em breve. Ela logo será vista em dois outros filmes, Morte no Nilo (talvez nos cinemas) e Alerta Vermelho (provavelmente apenas na Netflix), e então vem sua maior produção cinematográfica até agora – Cleopatra, um épico na sua iniciativa, na qual ela também atuará no papel principal.

Mas, no final da década passada, o quadro era exatamente o oposto. Gadot então deu seus primeiros passos em Hollywood e até ganhou a chance de participar da franquia de sucesso Velozes e Furiosos, mas sua carreira não progrediu no ritmo desejado, e o avanço foi adiado. “Já era demais para mim, e eu não queria arrastar a família o tempo todo”, disse ela em entrevista especial para Walla! cultura. “Eu não tinha certeza se continuaria meu caso com os Estados Unidos e estava pensando em voltar para Israel, mas fui aceita em Mulher-Maravilha. Sem isso, provavelmente não teria feito uma carreira internacional, e de fato – poderia não ter tido uma carreira de atriz. Talvez eu tivesse feito algo na TV, mas não tenho certeza se teria continuado como atriz.”

Muitas atrizes de todo o mundo competiram pelo papel, mas Gadot venceu e, junto com a diretora Patty Jenkins, fez de Mulher-Maravilha um fenômeno cultural – um grande sucesso de bilheteria em todo o mundo e especialmente em Israel, registrado como o primeiro sucesso estrelado por uma super-heroína, mudou ligeiramente as regras do jogo de gênero em Hollywood e transformou a personagem e a estrela em ícones.

Tudo aconteceu no verão de 2018, quando as máscaras ainda eram algo que só heróis e heroínas usavam, e não um item necessário para cada um de nós. Após o sucesso estonteante, uma sequência chamada Mulher-Maravilha 1984 foi produzida. O filme deveria estrear no verão passado, mas foi primeiro adiada independentemente do Corona, sendo adiado várias vezes devido à pandemia.

Nos Estados Unidos, a Warner Studios tomou a decisão de criar um precedente para distribuí-lo no Natal passado em duas plataformas: os poucos cinemas que estavam abertos na época na América e em seu serviço de streaming, e deve-se notar que o filme não foi particularmente bem sucedido. Houve países, a França por exemplo, onde subiu diretamente no formato doméstico – e somente aqui, a terra natal de Gadot, a promessa permaneceu na prateleira por cerca de cinco meses.

Somente nas próximas semanas, quando os cinemas finalmente reabrirem depois de quase um ano e meio, o filme será exibido também, o que provavelmente fará de Israel o último país onde estará disponível. Como se diz? Pessoas de todo o mundo nos ligam para perguntar como fazemos isso.

Gadot chegou a Mulher-Maravilha 1984 de um lugar completamente diferente do que era antes do primeiro filme, e é claro que sua experiência com ele é diferente. “A primeira vez que assisti a cópia de trabalho de Mulher-Maravilha 1984 não parei de tremer de adrenalina e empolgação, mas na segunda vez já senti a diferença – eu tinha muito mais a dizer”, disse ela na chamada de zoom que tivemos alguns meses atrás, quando o filme foi lançado nos Estados Unidos. “Desta vez também usei chapéu de produtor e me envolvi mais em todas as etapas, o que facilitou para mim, porque cria uma máscara, e me olho profissionalmente. Se ver na tela é sempre estranho. Você fala com franqueza para si mesmo ‘Eu deveria ter visto de forma diferente, olhado melhor as observações.'”

Como assim?

“Sabe, eu digo a mim mesma: ‘Eu deveria ter sido mais assim ou feito de forma diferente’. Você sempre percebe o que não funciona para você.”

Como o próprio nome indica, o filme se passa em 1984, um ano antes do nascimento de Gadot. Eu pergunto a ela o que seus pais vão me dizer se eu perguntar que tipo de garota ela é. “Eu era uma boa menina, que adorava comer, adorava atenção e adorava companhia”, diz ela. “Eu adorava estar no centro das coisas. Pelo menos é o que minha família e meus pais dizem.”

No início de Mulher-Maravilha 1984, a super-heroína está na verdade escondida de seu traje na forma de seu alter ego humano, Diana Prince. Ela trabalha como pesquisadora sênior no Museu Smithsonian em Washington, longe das aventuras do primeiro filme, mas é claro que elas também a perseguem lá.

Uma pedra antiga é encontrada no local, que tem o poder de realizar todos os desejos de quem a possui, e provavelmente há aqueles que abusam dela. Um deles é um empresário perdedor e megalomaníaco, que usa o recurso natural de uma forma que põe o mundo em perigo; A outra é uma nova funcionária do museu, interpretada por Kristen Wiig, que tem ciúmes de Diana e sonha em ser como ela, até que o desejo foge do controle.

Pergunto a Gadot se há alguém de quem ela tem ciúme e quer ser como ela. “Não, eu não tenho esse desejo e quase nunca tive”, diz a atriz, uma mãe de duas filhas que divulgou recentemente estar no meio de uma terceira gravidez. “Quando eu era pequena, na idade que você começa a ficar com ciúmes, eu sempre reclamava ‘por que essa menina tem isso e a outra tem aquilo’. Meus pais me disseram algo que eu nunca esquecerei ‘seja um cavalo, basta olhar para o seu caminho’. Eles me explicaram que se você quiser ser igual a outra pessoa, deve aceitar o pacote completo, e cada um com sua história. Tem pais divorciados e tem algo diferente. No geral, me explicaram que é melhor olhar para o meu caminho e simplesmente ir em frente, e é o que eu faço.”

“Eu precisava desse conselho, porque nosso campo está cheio de rejeição – e é uma rejeição terrível, porque te dizem que não é bom o suficiente para interpretar um personagem. Isso me ajudou muito quando eu estava fazendo testes completos e não sendo aceita, porque graças ao que meus pais me ensinaram, eu sabia levar isso de uma forma relativamente saudável e sem surtar.”

O filme fala sobre a necessidade de ter cuidado com os desejos, porque até as coisas boas têm um preço. Que preço você pagou pelo seu sucesso?

“Todo sucesso tem um preço e o preço geralmente é o volume do sucesso. Eu amo muito o meu país, mas vivemos longe há anos e para mim é um preço muito alto. Estou em constante saudade de Israel, da família e dos amigos – e é definitivamente um preço que pagamos.”

Quando você fala inglês, você se sente uma Gal diferente?

“Não sou outra Gal, mas não sou uma Gal completa. Em hebraico, eu controlo todo o arco-íris. Todo o vocabulário está à minha disposição, e eu simplesmente escolho. Em inglês, não sinto que encontro todas as palavras para me expressar da maneira que eu gostaria.”

Qual palavra hebraica você mais sente falta em inglês?

“Encorajar”.

Você se sente apoiada?

“Sinto que estou em um bom lugar. Sinto que estou sendo apoiada, e isso é tão óbvio para mim.”

Vou usar isso para fazer uma pergunta menos favorável – postei uma mensagem positiva sobre você no Facebook depois de assistir ao filme e, em seguida, alguns pessoas me escreveram “você está certo, ela é perfeita – exceto por sua versão de ‘Imagine’.

“Eu tinha boas intenções. Eu não fiz para causar. Kristen Wiig é a pessoa mais popular aqui, e ela trouxe todos os seus amigos para fazerem isso juntos e foi o que saiu – e não foi bem recebido. Não me arrependo, porque veio do lugar real. “Quem não gosta, não gosta, mas eu não quero ser palestrante, quero fazer a minha verdade, mesmo que pareça cafona e fora do lugar para as pessoas. Foram as melhores intenções.”

E por falar em música – apropriadamente para o ano de sua ocorrência, Mulher-Maravilha 1984 tem uma trilha sonora dos anos oitenta. Qual é a sua música favorita desta década?

“Para mim é a melhor década que a música já teve. Qual é a minha favorita? É difícil para mim escolher uma. Talvez Purple Rain do Prince.”

No Líbano, como no resto do mundo, os quadrinhos são amados, mas porque você é israelense e foi soldado das FDI, os filmes da Mulher-Maravilha não são distribuídos lá.

“E é uma pena. Não tenho controle sobre isso. Fazemos o filme para todos e é importante para nós que ele fale com todos e seja universal, e que tenha uma mensagem e seja uma fonte de inspiração para as pessoas. Além disso, é o tipo de coisa sobre a qual não tenho controle.”

Obviamente, o terceiro filme já está em andamento, talvez desta vez a Mulher-Maravilha venha resolver a situação política em Israel?

“Absolutamente. É horrível o que está acontecendo, virou um padrão.”

Se você voltasse ao ponto de partida – se não fosse atriz, o que seria?

“Duas opções: advogada, porque sempre me pareceu inteligente e adorei Ally McBeal: Minha Vida de Solteira e comecei a estudar direito; ou me tornaria doula. É mágico para mim ajudar uma mulher em seu momento mais emocionante.”

Gal Gadot é o recheio da revista GQ na Itália, na edição de janeiro, onde falou sobre sua visão da Mulher-Maravilha, sua preparação para interpretar a personagem e o empoderamento de homens e mulheres.

Como um personagem de quadrinhos dos anos 1940 se torna atual? Tirando a aura de perfeição e a fazendo pular 40 anos: GAL GADOT reinicia a partir da nova Mulher-Maravilha. E de uma aula de circo.

Por Roberto Croci.

Antes de se tornar a heroína do cinema mais amada no universo feminino, incluindo as garotas, Gal Gadot era uma ex. Ex-estudante de direito, ex-Miss Israel, ex-soldado, ex-dançarina, ex-esportista, ex-aspirante a Bond girl. No entanto, seu fracasso em 007 a levou ao set de Velozes e Furiosos como a ex-agente do Mossad, Gisele. Daí para a próxima etapa como Mulher-Maravilha é história. E agora Gadot está de volta na sequência Mulher-Maravilha 1984 (esperado na Itália a partir do final de janeiro).

Diana Prince/Mulher-Maravilha, criada por um psicólogo e um artista em 1941, a primeira super-heroína feminina da DC Comics: quem é ela, na visão de Gal Gadot?
Uma heroína com poderes extraordinários, claro, mas sua força também vem do coração, que é muito humana e, portanto, vulnerável. A Mulher-Maravilha está longe da perfeição inexpugnável: é uma pessoa curiosa, preocupada e insegura, como todas nós. De minha parte, não queria que fosse boa demais: para mim também tem uma alma sombria, não muito refinada.

Entre o primeiro episódio e este, na narrativa, já se passaram 66 anos.
Anos que deixaram a Mulher-Maravilha muito solitária: ela perdeu seus queridos amigos e também seu time. Mas neste ponto ela terá que enfrentar Cheetah/Mulher Leopardo, a grande vilã, que é interpretado por Kristen Wiig: as duas vêem no inimigo as qualidades que invejam, e nesse ponto coisas incríveis acontecerão. É um filme de entretenimento que transmite esperança, amor, mudança; ideal depois de um ano sombrio como o que acabou de passar.

Durante o serviço militar em Israel, ela ensinou calistenia aos soldados. Como ela se preparou para lutar no filme?
Patty Jenkins, a diretora, me levou para ver o Cirque du Soleil para me fazer entender como ela queria a coreografia. Ele queria que minhas cenas de ação fossem encenadas enquanto eu estava pendurada em cabos, para me dar aquela graça que não aparece nas lutas entre homens. Ela não queria que eu lutasse como homens, como acontece nos filmes de super-heróis, mas sim como um acrobata: então ela fez isso ser muito original. E aí vem o toque final: o dos figurinos.

No puro estilo dos anos 80?
Cabelo exagerado, muitas cores, um certo tipo de música, e as roupas originais retiradas dos desfiles da década, peças de Chanel, Dior, Ralph Lauren. O que não é como dizer: vestir uma fantasia de super-herói não é tão simples quanto vestir a roupa de qualquer personagem. Tecidos não são apenas tecidos, mas materiais super técnicos: plástico e metal que combinam com o seu corpo, para facilitar o movimento natural.

Por que o título de 1984?
Porque foi o ano dos excessos, principalmente no mundo financeiro. Tínhamos tudo, mas queríamos mais: uma ambição doentia e muito atual, se pensarmos na administração de certos governos.

E a trilha sonora? No trailer de lançamento está Blue Monday do New Order.
Reflete a ingenuidade de Diana Prince, seu senso de admiração ao descobrir o mundo: a trilha sonora, a discoteca e a dança, vão falar muito da evolução da Mulher-Maravilha.

O primeiro filme ensinou as meninas a confiar na humanidade.
Isso inspirou a todos: ouvi pais dizerem que seus filhos gostariam de se tornar a Mulher-Maravilha. Sempre falamos de igualdade: é educando os futuros homens que vamos empoderar as mulheres e vamos conseguir a igualdade. Gosto que seja uma história que interessa independentemente da idade, raça e cultura de quem a olha.

Isso influenciou você também?
Somos todos um. Quando tenho um problema, fico imaginando o que Diana faria.

Com o marido, Jaron Varsano, ela fundou a PilotWave: o que você vai produzir?
Histórias de mulheres extraordinárias, como a série sobre Hedy Lamarr para a Apple TV. Hedy era de uma beleza única, mas também era um gênio: ela estava por trás do sistema de modulação para codificar informações em frequências de rádio que foram usadas para redes wi-fi.

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